Nosso GESTAR II chegou ao final.
Dia 14 de outubro às 18 horas no Auditório da SEMED, acontecerá a Certificação dos professores de Língua Portuguesa e Matemática.
Estamos contando com a presença de todos.
As fotos do evento virão a seguir.
AGUARDEM!
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
PARA REFLETIR
"Você pode...Mostrar a direção,auxiliar a arrumar o fardo, mas não caminhar pelo outro".
NESTA ESCOLA NÃO EXISTE
Nesta escola não existe o aluno 18, da sexta série B.Existe, é claro, o Ricardo que tem olhos azuis e é filho do Sr. Guilherme e de dona Margarida. Ricardo é um menino inteligente, vivo, brincalhão ainda que tenha sérias dificuldades para perceber com clareza os limites que separam seus anseios de liberdade e os que a escola está buscando estruturar. Resiste como toda criança inteligência o faz, mas seu progresso é indiscutível, sobretudo depois que conversando com o Sr. Guilherme e dona Margarida pudemos mostrar que toda escola é uma continuidade do lar. Não apresenta qualquer dificuldade de aprendizagem, mas como não gosta muito de estudar e, por isso, necessita de reforço, já providenciado, em algumas disciplinas. Estamos pensando sempre no futuro de Ricardo, mas em nenhum instante esquecemos seu presente e, por isso, sem que saiba consome nossas discussões e nossas preocupações em fazê-lo cada vez mais feliz, cada vez mais envolvido no que aprende e na indispensável relação entre o saber e o viver.Nesta escola não existe o professor de Matemática, da sexta série B.Existe o Luiz Henrique que ensina disciplina para essa série e que nos interessa tanto quanto profissional como por seus valores humanos. Investimos com firmeza em seu aperfeiçoamento, instigamo-lo a crescer sempre e aprender cada vez mais e mostramos com insistência que o prazer com que divaga pelos números e pelas formas geométricas deve ser o mesmo com que mergulha nos segredos da aprendizagem e nos valores de uma avaliação formativa. Luiz Henrique tem duas filhas e atravessa momento difícil em sua relação com Márcia sua esposa. Sabemos de suas dificuldades e com extremo respeito para não atravessarmos a tênue barreira entre seu direito à privacidade e sua necessidade de ajuda, colocamos nosso serviço de orientação psicológica ao seu dispor. Confiamos em nossos mestres e sabemos que para torná-los ainda melhores é preciso ajudá-lo muito, cuidar sempre de seu trabalho e de sua segurança, de sua alegria em ensinar e sua imensa vontade em viver.Nesta escola não existe a funcionária do turno da manhã que cuida da limpeza dos banheiros.Existe a senhora Ivani que desempenha essa função, mas que para nós não é, e jamais será apenas um vago Recurso Humano, mas pessoa viva e capaz que merece nossa atenção, tanto quanto a merecem pessoas como Ricardo e Guilherme, Margarida e Márcia, Luiz Henrique e outros muitos. Sabemos que em sua tarefa de cuidar, a senhora Ivani é importante educadora e por isso mesmo ao contratá-la analfabeta, orgulhamo-nos de ensiná-la e de com seu crescer, fortalecer sua auto-estima e encontrar a dignidade no importante trabalho que executa. Sua saúde nos preocupa e, por esse motivo, cuidamos de forma permanente de sua educação alimentar, da higiene no lar e no trabalho e na medida do possível, buscamos ajudá-la em sua vida como mãe e como mulher, pois sabemos que quanto mais crescer, mais fará pela obra maravilhosa do crescimento de todos nós.Nesta escola não existe...Desculpe a divagação. Melhor seria pisar fundo na terra, descer dessa cavalgada de sonhos pela escola que buscamos e crer que a frase ficaria melhor composta se disséssemos “esta escola não existe”. Entretanto não é necessário renunciar a esperança e nem acreditar que a crua realidade seja menos fantasiosa que a delícia do sonho, e assim pensar: que pena, essa escola “ainda” não existe.
Autor: Celso Antunes
quarta-feira, 23 de junho de 2010
PARA REFLETIR
"A vida é feita de ondas que ora trazem alegrias de crianças brincando na areia ora trazem agonia de quem morre no mar. O que nos resta? Pegá-las como surfistas que sentados em suas pranchas esperam as melhores delas para brincar no mar".
(desconheço o autor)
JOSÉ SARAMAGO - SAUDADES!
Na sexta-feira passada, dia 18, morreu em Lanzarote o escritor português José Saramago, Prémio Nobel de Literatura em 1998. Era o único Prémio Nobel da língua portuguesa, pois inexplicavelmente nenhum escritor brasileiro foi galardoado até agora pela Academia Sueca. José Saramago foi um escritor, argumentista, jornalista, dramaturgo, contista, romancista e poeta português.Foi galardoado com o Nobel de Literatura de 1998. Também ganhou o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa. Saramago foi considerado o responsável pelo efectivo reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa.O seu livro Ensaio Sobre a Cegueira foi adaptado para o cinema e lançado em 2008, produzido no Japão, Brasil e Canadá, dirigido por Fernando Meirelles (realizador de O Fiel Jardineiro e Cidade de Deus).Dificuldades económicas impedem-no de entrar na universidade. Demonstra desde cedo interesse pelos estudos e pela cultura, sendo que esta curiosidade perante o Mundo o acompanhou até à morte. Formou-se numa escola técnica. O seu primeiro emprego foi de serralheiro mecânico.A leitura de Saramago seria muito difícil para vocês. É por isso que, por enquanto, deixo aqui um breve excerto de um dos seus melhores romances, A jangada de pedra (1986). Nele, o autor conta a história ficcional da separação geográfica da Península Ibérica do restante continente europeu. Esta obra, traduzida em mais de vinte línguas já foi adaptada ao cinema.A separação geográfica é uma alusão ao que Saramago via ocorrer frente à unificação da Europa, onde os países ibéricos estavam postos de lado, navegando à deriva sem se identificarem cultural, social ou economicamente com o restante do continente.
Dificílimo acto é o de escrever, responsabilidade das maiores. ( …) Basta pensar no extenuante trabalho que será dispor por ordem temporal os acontecimentos, primeiro este, depois aquele, ou, se tal mais convém às necessidades do efeito, o sucesso de hoje posto antes do episódio de ontem, e outras não menos arriscadas acrobacias.
Dificílimo acto é o de escrever, responsabilidade das maiores. ( …) Basta pensar no extenuante trabalho que será dispor por ordem temporal os acontecimentos, primeiro este, depois aquele, ou, se tal mais convém às necessidades do efeito, o sucesso de hoje posto antes do episódio de ontem, e outras não menos arriscadas acrobacias.
terça-feira, 25 de maio de 2010
SÓ PARA REFLETIR
"Construí amigos, enfrentei derrotas, venci obstáculos,
bati na porta da vida e disse-lhe:
Não tenho medo de vivê-la."
Augusto Cury
quarta-feira, 28 de abril de 2010
GESTAR II EM ITAPERUNA
Oi meninas, espero que estejam aproveitando as atividades dadas no último encontro.
Valeu até termos ficadas presas na sala! rsrsrsrsrs.
Nosso próximo encontro ficou para o dia 12/05/2010, no CIEP ao lado da Rodoviária.
Um grande abraço.
Marilia
Valeu até termos ficadas presas na sala! rsrsrsrsrs.
Nosso próximo encontro ficou para o dia 12/05/2010, no CIEP ao lado da Rodoviária.
Um grande abraço.
Marilia
TEXTOS COMPLEMENTARES - 28/04/2010
TRABALHANDO COM TEXTOS
PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAPERUNA
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
GESTAR II – Língua Portuguesa
Marília Gouvêa de Medeiros Vargas
Coordenadora Pedagógica
MINEIRÊS
MINEIRÊS
CAUSO MINEIRO
Sapassado, era sessetembro. Taveu na cozinha tomando uma pincumel e cuzinhando um quidicarne cumastumate pra fazer uma macarronada cum galinhassada. Quascaí de susto quanduvi um barui vinde denduforno parecenum tidiguerra. A receita mandopô midipipoca denda galinha prassá. O forno isquentô, o miistorô e o fiofó da galinhispludiu! Nossinhora! Fiquei branco quineim um lidileite. Foi um trem doidimais! Quascaí dendapia! Fiquei sem sabe doncovim, noncotô, proncovô. Ópcevê quilocura! Grazadeus ninguém semaxucô! (Anônimo)
RECEITA CAZÊRA MINÊRA DE REPÔI
Môi de repôi nu ái i oi Gridiente: 5 denti di ái; 3 cuié di oi; 1 cabessa de repôi; 1 cuié di mastomati; Sá agosto. Modi di faze Casca o ái, pica o ái i soca o aí cum sá; Quenta o oi na cassarola; Foga o ái socado no oi quenti; Pica o repôi beeemmm finim; Foga o repôi no oi quenti junto cum ái fogado; Põi a mastomati i mexi cum a cuié pra fazê o môi. Ta pronto modi cume.
Môi de repôi nu ái i oi Gridiente: 5 denti di ái; 3 cuié di oi; 1 cabessa de repôi; 1 cuié di mastomati; Sá agosto. Modi di faze Casca o ái, pica o ái i soca o aí cum sá; Quenta o oi na cassarola; Foga o ái socado no oi quenti; Pica o repôi beeemmm finim; Foga o repôi no oi quenti junto cum ái fogado; Põi a mastomati i mexi cum a cuié pra fazê o môi. Ta pronto modi cume.
Sirva cum róis e meleti.
Sugestão de Atividade: Reescrever os textos, passando- os para a linguagem culta.
ONOMATOPÉIA
CONVOCAÇÃO
(Wilson Gomes Pereira)
De longe
Se ouvem os sinos
Da igreja
A chamar
ONOMATOPÉIA
CONVOCAÇÃO
(Wilson Gomes Pereira)
De longe
Se ouvem os sinos
Da igreja
A chamar
Já chamando...
Já chamando...
Tá chamando...
Tá chamando...
Vem, por favor!
Vem seu louvor...
Vem sua dor...
Vem, por amor!
Vai lá, seu João!
Vai lá, seu Bembém!
Vai lá, seu Simão!
Vai lá, seu Julim!
Vem, dona Santa...
Vem também, dona Moça...
Pode vir, meninim!
Vamo lá, meninão!
Vai com fé, pecador!
Vai lá, penitente!Vem pr'oração
Vem: louvação
Vem: petiçãoVem: gratidão
(E o sinim, sinim, sinim):-
Vem, vem, vem, vem!
(E o sinão, siNÃO, SINÃO):-
Se não, se NÃO, SE NÃO):
(O sacristão):- Ficou BÃO?
BÃO? BÃO? BÃO?
(O sineiro vizim):-
Sim! Sim! Sim! Sim!
Já chamando...
Tá chamando...
Tá chamando...
Vem, por favor!
Vem seu louvor...
Vem sua dor...
Vem, por amor!
Vai lá, seu João!
Vai lá, seu Bembém!
Vai lá, seu Simão!
Vai lá, seu Julim!
Vem, dona Santa...
Vem também, dona Moça...
Pode vir, meninim!
Vamo lá, meninão!
Vai com fé, pecador!
Vai lá, penitente!Vem pr'oração
Vem: louvação
Vem: petiçãoVem: gratidão
(E o sinim, sinim, sinim):-
Vem, vem, vem, vem!
(E o sinão, siNÃO, SINÃO):-
Se não, se NÃO, SE NÃO):
(O sacristão):- Ficou BÃO?
BÃO? BÃO? BÃO?
(O sineiro vizim):-
Sim! Sim! Sim! Sim!
SUGESTÃO DE ATIVIDADE:
Leitura expressiva pelo professor e pelos alunos. Identificar as onomatopéias do sino Produzir um texto em prosa ou verso com onomatopéia. Ex:barulho de água, fogos de artifício, trovão, pássaros, ..
BRINCADEIRA
Corre por aí um novo dicionário da língua inglesa. Ou seria portuguesa?
Monday: Segunda-feira ou verbo. Exemplo: Já não Monday você ir embora?
Monday: Segunda-feira ou verbo. Exemplo: Já não Monday você ir embora?
You: Você ou expressão de curiosidade. Exemplo: You seu irmão, como vai?
Dark: Escuro ou expressão comparativa. Exemplo: É melhor dark receber.
May go: Talvez vá ou pessoa dócil. Exemplo: Ele é tão may go!!!
Feel: Sentir ou barbante. Exemplo: Me dá esse feel para amarrar o pacote.
Vase: Vaso ou o momento da jogada. Exemplo: Agora é minha vase.
Ice: Gelo ou expressão de desejo. Exemplo: Ice ela me desse bola...
French: Francês ou dianteira. Exemplo: Sai da minha french, por favor.
Autor desconhecido
ATIVIDADE:
Continuar a brincadeira com palavras. Sugerir ao aluno que invente outros exemplos, usando outras palavras. Para isso ele terá de fazer uso do dicionário ou do livro de inglês.
DESCRIÇÃO DE AMBIENTES
Descreve com riqueza de detalhes as características do lugar onde se dão os acontecimentos. EX: “Uma sala repleta de móveis sobre o piso de linóleo, móveis pesados, de feitio antigo: o enorme sofá, a mesa negra, a cristaleira, o relógio”...Introdução: (1º parágrafo) Começar a descrição referindo-se ao lugar como um todo. Localizá-lo precisamente: casa, museu, biblioteca, bairro, cidade, etc. Desenvolvimento: (2º e 3º parágrafos)a) Falar da estrutura do ambiente: como são suas paredes (cor, estado de conservação, etc.), apontando a existência e a localização de janelas e portas. Em seguida, as características do chão e do teto, fazendo também observações acerca de sua cor, material com o qual são construídos, estado de conservação e outros detalhes relevantes. Ao falarmos sobre a luminosidade, podemos mencionar, por exemplo, a presença de lustres luxuosos ou, dependendo do local, de uma certa escuridão decorrente da má iluminação. Ainda é possível fazer referência ao aroma de plantas lá existentes ou a outros menos agradáveis, como o do mofo, sensações de calor, frio, dor. Tudo dependerá do tipo de ambiente que você estiver descrevendo. b) Entramos em pormenores. Escolhemos uma ordem (ou direção) para descrever os móveis, utensílios ou adornos do local. A ordem tanto pode ser da esquerda para a direita, da direita para a esquerda, como também de trás para a frente, ou vice-versa, levando-se em conta a posição do observador e a disposição dos objetos. Comparar esses detalhes a outros objetos. Atribuir qualidades.Conclusão: (4º parágrafo) Fazer um comentário geral, que pode ser, por exemplo, sobre a atmosfera do ambiente descrito (de luminosidade, cor e alegria, ou de desolação e tristeza), ressaltando a impressão que causa em quem dele se aproxima ou o freqüenta.
OBSERVAÇÃO:
A pessoa que descreve pode ou não aparecer, em alguns momentos, em meio à descrição. Isso não ocorreu no exemplo acima. Entretanto, você pode fazê-lo, conforme sua vontade.
Exemplo:
O LUGAR E O TEMPO
Ao entrar na sala daquele casarão antigo, tem-se, de início, uma desagradável sensação de abandono e de uma certa tristeza.As paredes, já quase sem cor devido à ação do tempo, as duas janelas fechadas, com suas venezianas carcomidas, situadas na parede oposta à porta, também velha, davam a quem lá chegava a impressão de estar adentrando um museu abandonado. O chão já sem brilho e o teto no qual havia um lustre luxuoso, mas empoeirado e com poucas lâmpadas em funcionamento, confirmavam a impressão inicial. Sentia-se também no ar o odor dos tapetes embolorados.Da porta, avistavam-se logo à frente alguns móveis em estilo colonial, muito antigos, mas belíssimos - verdadeiras raridades. No centro da sala, uma mesa de cor marrom sobre um tapete persa de rara beleza. Mais perto da porta, uma poltrona revestida por um tecido amarelo florido e, como os outros móveis, empoeirada. Nas paredes, quadros de paisagens e retratos daqueles que algum dia habitaram o que deveria ter sido uma casa esplendorosa.Em toda a sala pairava uma atmosfera de desolação, de decadência, de envelhecimento, que causavam em quem a contemplava uma sensação de nostalgia.Exercícios Descreva a sala de aula. - Escolha um ambiente fechado e descreva-o seguindo as orientações do esquema: Ex: seu quarto, a sala de sua casa, sua igreja...
ALITERAÇÃO
DOIS DADOS
Dora, dondoca de Diadema decidiu doar dois dados de Dirce. Dirce , depois de dez dias descobriu. Deu dez dentadas. Dora disse;_ Doeu, doida!Debateram-se, daí duas descontentes: Dirce, de Douradina, Dora de Diadema. Debandaram-seDona Durvalina, doceira débil, dedo duro, defendeu Dirce:_ Dirce deixou dados dourados debaixo do divã.Debalde. Dados desapareceram.Dias depois, Dantes, dentista descobriu destino dos dados:_ Dalcira, datilógrafa, daltônica, débil depositou dados dentro do decote da defunta Delizete, degolada, deixada dentro do depósito de drogas do delinqüente demente Damião.Duzentas discussões! Deus!Desajeitado, Dantes destravancou destino das duas:_ Deixem disso, desmioladas!Dora derreteu doces, deu dez. Dirce, descarada, desbarrigada, desdentada, desnutrida, devorou. Depois disso, desconsolada dormiu. Dora disse:_ Dirce, doida, desculpe!Dirce, dormindo:_ Dora, desculpo desaforo depois. Deixe dona dos dados doados dormir, diacho!T.Bordignon
SUGESTÕES DE ATIVIDADES:
Leitura oralReescrever o texto detalhadamente, usando verbos, conjunções, artigos, pronomes e preposiçõese palavras adequadamente, sem mudar os fatos.Escrever um texto narrativo com palavras iniciadas pela mesma letra, ex: c, r, t, m. A atividade pode ser feita em duplas, usando dicionário.
CARTA COM ARGUMENTO
VEGETARIANISMO
A alimentação é algo que é do interesse de todas as pessoas em todos os lugares. As necessidades alimentares não estão apenas ligadas à sobrevivência biológica mas também à saúde humana. Por razões nutritivas e econômicas uma dieta sem carne é melhor para o corpo humano. E aquelas pessoas que evitam comer carne de qualquer espécie são chamadas de vegetarianas.O vegetarianismo está ganhando respeito hoje em dia. O número de vegetarianos voluntários está crescendo no Brasil. Argumenta-se que comer muita carne e muitos produtos derivados de carne pode contribuir muito para desarranjos: úlceras, infecções parasíticas e doenças do coração e dos vasos sangüíneos, tais como colesterol e pressão alta, que pode levar ao enfarte. Há também outras razões para adotar uma dieta vegetariana: nossos dentes evoluíram para lidar com fibras e sementes, não com carne; é mais eficiente usar a terra para produzir alimentos diretamente. Há mais cálcio e vitaminas B e C numa dieta vegetariana (legumes, frutas, nozes). Há menos gordura (nozes e gorduras vegetais). As proteínas são similares. Há mais água.O vegetarianismo pode proporcionar uma dieta saborosa e variada. Uma boa dieta balanceada deve incluir (feijão, soja), caloria (pão, massas, óleo vegetal) e vitaminas (frutas e legumes). Simplesmente evitar carne pode ser perigoso se a carne não é substituída por outra proteína equivalente. Para abster-se de três mil calorias (o consumo recomendado para um homem adulto) uma pessoa precisaria de seis quilos de maçãs, ou um quilo de repolho cru ou um quilo de pão. Balanceando sua dieta vegetariana você pode alcançar o consumo recomendado de um modo menos aborrecedor.
SUGESTÃO:-
Leitura do texto.- Explorar o texto oralmente: (vantagens, cuidados ...), preparando o aluno para a próxima atividade. O professor pode orientar uma atividade de pesquisa no texto pedindo para o aluno copiar, por exemplo, dois verbos regulares, cinco substantivos comuns, três dígrafos, duas palavras paroxítonas acentuadas...
CARTA DA MÃE ONÇA:
Prezada filha
Sabemos todos de sua traição à raça.Se não quiser ser a ovelha negra da família, mande imediatamente uma presa para sua avó que morre de velha. É preciso que ela abençoe você. Não quero acreditar que seja verdadeira a sua fraqueza de não comer carne. Não aceitamos um membro vegetariano na família. Isto fica entre nós. Espero que volte ao bom caminho.
Saudações felinas
Mãe Onça
SUGESTÃO:-
Leitura do texto- Produção de texto: (Responder a carta acima como se aluno fosse a Onça Vegetariana.) Os argumentos devem ser baseados no texto Vegetarianismo.
ESCREVENDO COM ARGUMENTO
CÃO
-É verdade que os cães mordem as pessoas que demonstram medo?-Por ter uma visão apurada o cão consegue, mesmo que a certa distância, perceber alterações nos movimentos de uma pessoa amedrontada. “O animal descende do lobo e dele herdou o instinto da caça”. Se alguém passa a andar furtivamente na sua frente ou com uma postura submissa, ele identifica logo uma presa fácil. O mesmo acontece quando a pessoa corre. Nem sempre o cão persegue a vítima para atacá-la. Muitas vezes só quer espantá-la e mostrar quem é que manda no território. O problema é que, quando alguém está com medo do animal, costuma fazer movimentos bruscos, como levantar a mão. O que é um gesto de defesa para a pessoa é entendido como uma forma de ataque pelo cão, o que pode leva-lo a avançar.SUPERINTERESSANTE, (novembro de 1992)
SUGESTÃO:Leitura do texto.
Comentário oral.Ouvir depoimentos de fatos verídicos.Recolher o texto e distribuir o desenho abaixo.Produção de texto a partir da imagem abaixo. O aluno pode escrever o texto explicando o que aconteceu baseando-se nos argumentos do texto "Cão".
COMO RESUMIR TEXTO
1. Ler todo o texto.
2. Reler, sublinhando frases ou palavras importantes.
3. Identificar as idéias principais e essenciais, apenas a informação central.. Observar: . De quem se fala.. O que se fala.. Quais os exemplos.. Se há idéias contrárias.. O que dizem essas idéias.. O tempo.. O lugar.. As características das pessoas. As causas, etc.)
4. Excluir informações adicionais de menor importância e detalhes de pouca significação.
5. Não escrever diálogos, descrições detalhadas, cenas ou personagens secundárias.Somente personagens, ambientes e ações mais importantes.
6. Registrar apenas o que o autor escreveu, com palavras suas, sem comentar as idéias.
(não usar expressões como “segundo o autor”, “o autor afirmou que”).
7. Resumir de cada parágrafo, porque cada um encerra uma idéia diferente.
8. Ler os parágrafos resumidos e observar se todas as partes estão bem ligadas e formam um todo.
9. Observar as palavras que fazem a ligação entre as diferentes idéias do texto: "por causa de", "assim sendo", "além do mais", "pois", "em decorrência de", "poroutro lado", "da mesma forma".
10.O resumo não deve ultrapassar 20% da extensão do texto original, no máximo a metade do texto.
11.O resumo tem três partes: (Podem ser escritas num único parágrafo)
Introdução: Frase que introduz o assunto e resume tudo que será falado.
Desenvolvimento: Resumo das idéias principais, ligeiramente comentadas.
Conclusão: Frase que sintetiza tudo.
UM PRESENTE MUITO ESPECIAL
João não via a hora que chegasse seu aniversário, no inicio do mês de agosto. Contava os dias, as horas e os minutos, pois sabia que ganharia um jogo eletrônico, pelo qual esperava com tanta ansiedade.O tempo passou lentamente, mas finalmente chegou o dia tão esperado. Ao acordar, olhou para o lado e junto à sua cama estava o brinquedo de seus sonhos.Súbito saltou da cama, deu pulos de alegria e correu para chamar o irmão e mostrar-lhe seu presente. Seus olhos brilhavam de satisfação quando, juntamente com o irmãozinho, começou a brincar.Durante toda a tarde não saíram de perto do novo brinquedo. Foi só quando já estava quase escurecendo que lembraram de convidar um amigo de João, o qual morava no mesmo prédio, para brincar com eles.Assim que telefonou para o amigo, ele correu para o apartamento e os três brincaram até a hora do jantar.
RESUMO:
João aguardava ansiosamente pelo dia do seu aniversário, no inicio do mês de agosto, pois ganharia um jogo eletrônico. Ao acordar, nesse dia, encontrou o presente. Foi correndo mostrá-lo a seu irmão, com o qual brincou durante toda a tarde. Lembrou-se de telefonar para um amigo que morava no mesmo prédio. chamando-o para brincar também. Os três se divertiram muito com o jogo até a hora do jantar.
SUGESTÃO DE ATIVIDADE: Resumir o texto abaixo:
TRAUMA SUPERADO
TRAUMA SUPERADO
Era uma vez uma pata que não queria mais ter filhos para não engordar. Decidiu chocar seus três ovos numa chocadeira comunitária. Dois patinhos nasceram bonitos, muito vistosos. O último nasceu feio, raquítico, porque faltou energia elétrica na sua hora de nascer. Quase morreu coitado! Deram-lhe o nome de Patinho Feio.Depois de uma semana do nascimento, mamãe pata foi à piscina do Piquiri Country Clube com seus jovens filhos. Todos muito felizes no primeiro banho, pularam do trampolim. Patinho Feio quase morreu afogado, pois era muito magro e suas penas escassas. Seus irmãos e sua mãe, envergonhados e com mania de grandeza, ignoraram o fato. Por sorte o pobrezinho encontrou uma bóia e saiu do perigo. Enquanto isso, mamãe pata bronzeava suas penas ao sol tomando Sprit gelada e seus irmãos tomando Coca-cola e comendo X salada. Patinho Feio reclamou de fome e sede, mas só recebeu Q. Suco e Miliopã.Numa manhã, Mamãe pata foi ao shopin center de Umuarama comprar óculos de sol para si, “walkman” para seus dois belos filhos e sandálias havaianas para Patinho Feio. Todos que o viram o acharam horrível. Um grupo de patos funks deram-lhe golpes de karatê na cabeça. Sua mãe nem tentou defendê-lo. Teve que fugir para não morrer.O tempo foi passando... tudo piorava. O patinho tornou-se um adolescente revoltado. Cansado com tanta discriminação, decidiu tirar passaporte . Sem dinheiro, escondeu-se no porão de um navio e viajou para os Estados Unidos da América. Durante a viagem, passou muita fome. Para comer tinha que roubar comida.Nos Estados Unidos arrumou emprego de garçom e aperfeiçoou-se em natação. Ficou adulto, forte, com belas plumas. Tratou-se por um ano com um analista e teve seu trauma quase superado, pois ainda não tinha coragem para se olhar num espelho. Ganhou uma quantia milionária num cassino de Las Vegas e voltou para o Brasil.Aqui chegando, retornou à piscina onde nadou quando criança. Olhou para a água e viu um cisne muito belo. Era sua imagem refletida na água. Nesse instante curou-se completamente do trauma. Seu complexo de inferioridade terminou.Agora é um executivo famoso de uma empresa multinacional. Tem mansão, piscina de hidromassagem, BMW, esposa e belos filhos. Realizou todos os seus sonhos, dizem que ele tem até um clube particular.
Fonte de Pesquisa:
http://piquiri.blogspot.com/search/label/Produções%20de%20textos
http://piquiri.blogspot.com/search/label/Produções%20de%20textos
UM PRESENTE MUITO ESPECIAL
João não via a hora que chegasse seu aniversário, no inicio do mês de agosto. Contava os dias, as horas e os minutos, pois sabia que ganharia um jogo eletrônico, pelo qual esperava com tanta ansiedade.O tempo passou lentamente, mas finalmente chegou o dia tão esperado. Ao acordar, olhou para o lado e junto à sua cama estava o brinquedo de seus sonhos.Súbito saltou da cama, deu pulos de alegria e correu para chamar o irmão e mostrar-lhe seu presente. Seus olhos brilhavam de satisfação quando, juntamente com o irmãozinho, começou a brincar.Durante toda a tarde não saíram de perto do novo brinquedo. Foi só quando já estava quase escurecendo que lembraram de convidar um amigo de João, o qual morava no mesmo prédio, para brincar com eles.Assim que telefonou para o amigo, ele correu para o apartamento e os três brincaram até a hora do jantar.
RESUMO:
João aguardava ansiosamente pelo dia do seu aniversário, no inicio do mês de agosto, pois ganharia um jogo eletrônico. Ao acordar, nesse dia, encontrou o presente. Foi correndo mostrá-lo a seu irmão, com o qual brincou durante toda a tarde. Lembrou-se de telefonar para um amigo que morava no mesmo prédio. chamando-o para brincar também. Os três se divertiram muito com o jogo até a hora do jantar.
SUGESTÃO DE ATIVIDADE: Resumir o texto abaixo:
TRAUMA SUPERADO
TRAUMA SUPERADO
Era uma vez uma pata que não queria mais ter filhos para não engordar. Decidiu chocar seus três ovos numa chocadeira comunitária. Dois patinhos nasceram bonitos, muito vistosos. O último nasceu feio, raquítico, porque faltou energia elétrica na sua hora de nascer. Quase morreu coitado! Deram-lhe o nome de Patinho Feio.Depois de uma semana do nascimento, mamãe pata foi à piscina do Piquiri Country Clube com seus jovens filhos. Todos muito felizes no primeiro banho, pularam do trampolim. Patinho Feio quase morreu afogado, pois era muito magro e suas penas escassas. Seus irmãos e sua mãe, envergonhados e com mania de grandeza, ignoraram o fato. Por sorte o pobrezinho encontrou uma bóia e saiu do perigo. Enquanto isso, mamãe pata bronzeava suas penas ao sol tomando Sprit gelada e seus irmãos tomando Coca-cola e comendo X salada. Patinho Feio reclamou de fome e sede, mas só recebeu Q. Suco e Miliopã.Numa manhã, Mamãe pata foi ao shopin center de Umuarama comprar óculos de sol para si, “walkman” para seus dois belos filhos e sandálias havaianas para Patinho Feio. Todos que o viram o acharam horrível. Um grupo de patos funks deram-lhe golpes de karatê na cabeça. Sua mãe nem tentou defendê-lo. Teve que fugir para não morrer.O tempo foi passando... tudo piorava. O patinho tornou-se um adolescente revoltado. Cansado com tanta discriminação, decidiu tirar passaporte . Sem dinheiro, escondeu-se no porão de um navio e viajou para os Estados Unidos da América. Durante a viagem, passou muita fome. Para comer tinha que roubar comida.Nos Estados Unidos arrumou emprego de garçom e aperfeiçoou-se em natação. Ficou adulto, forte, com belas plumas. Tratou-se por um ano com um analista e teve seu trauma quase superado, pois ainda não tinha coragem para se olhar num espelho. Ganhou uma quantia milionária num cassino de Las Vegas e voltou para o Brasil.Aqui chegando, retornou à piscina onde nadou quando criança. Olhou para a água e viu um cisne muito belo. Era sua imagem refletida na água. Nesse instante curou-se completamente do trauma. Seu complexo de inferioridade terminou.Agora é um executivo famoso de uma empresa multinacional. Tem mansão, piscina de hidromassagem, BMW, esposa e belos filhos. Realizou todos os seus sonhos, dizem que ele tem até um clube particular.
terça-feira, 27 de abril de 2010
O GESTAR II MUDOU DE ENDEREÇO
A pedido das cursistas os encontros do GESTAR II acontecerão no CIEP ao lado da rodoviária. Nosso próximo encontro será dia 28/04/2010, às 18horas. onde estaremos apresentando as evidências da sala de aula através dos trabalhos que foram desenvolvidos no decorrer da quinzena.
Aguardo vocês!
Bejos
Marília
Aguardo vocês!
Bejos
Marília
sexta-feira, 9 de abril de 2010
PRÓXIMO ENCONTRO DO GESTAR II EM ITAPERUNA
Oi meninas, nosso próximo encontro será dia 14/04/2010, na Secretaria Municipal de Educação,com início às 18 horas. Não esqueçam de trazer o livro TP1.
Espero por vocês.
quarta-feira, 31 de março de 2010
O GESTAR II ESTÁ DE VOLTA EM ITAPERUNA
Hoje, dia 31/03/2010, na Secretaria Municipal de Educação haverá o 1º encontro do GESTAR II deste ano. O encontro terá início às 18 horas.
Estaremos trabalhando com o TP1, Unidade 1: Variantes Linguísticas - Dialetos Regionais.
Nos encontraremos lá!
Estaremos trabalhando com o TP1, Unidade 1: Variantes Linguísticas - Dialetos Regionais.
Nos encontraremos lá!
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Quem sou eu
- Marilia Medeiros
- Amiga, sincera, companheira. Amo a verdade. Detesto a falsidade, a hipocrisia. Sou super agitada, gosto de tudo pra ontem. Sou muito organizada. Amo a DEUS acima de qualquer situação.
AMO!
Educar
Educar não é uma arte
Suely Regina Soares Santos
Educar, tanto do ponto de vista formal quanto do informal, e um processo cíclico que dá muito trabalho. Exige dedicação, paciência, conhecimento, doação e uma dose de boa vontade e amor quase inexplicável. Educar vai muito além dos muros da escola, onde o processo educativo acontece do ponto de vista pedagógico e social. Educa-se em casa, no clube, na igreja, junto aos familiares, no cotidiano, por meio de palavras e de exemplos. Educa-se para a vida, segundo os valores familiares estabelecidos por cada família e cada sociedade. Todos os adultos que educam, em geral, estão sempre bem-intencionados. A frase? Seja educado, meu filho? é constantemente repetida, mas nem sempre aplicamos os nossos discursos no cotidiano. Mesmo percebendo que as nossas posturas estão sendo fitadas pelo menor, como se fôssemos um espelho. Problemas e fatalidades ocorrem na escola, em casa, na rua, na vida. A medida que somos verdadeiros e valorizamos na dimensão certa cada acontecimento, estamos introduzindo crianças e jovens no mundo real, da razão e da emoção , de forma equilibrada. Estamos preparando cidadãos. E importante sempre orienta-los, fazê-los saber que nem tudo acontece como queremos e como planejamos. Deixá-los viver alguns acontecimentos desagradáveis vai fortalecê-los. Deixá-los participar (dentro de seus limites) das questões familiares, vai ajudá-los a aprender a superar desafios e dificuldades. Quem planta educação? Não se pode ter pressa, pois se trata de um processo lento cuja colheita será feita por gerações futuras. Educar não e arte, mas viver e uma arte.
Suely Regina Soares Santos
Educar, tanto do ponto de vista formal quanto do informal, e um processo cíclico que dá muito trabalho. Exige dedicação, paciência, conhecimento, doação e uma dose de boa vontade e amor quase inexplicável. Educar vai muito além dos muros da escola, onde o processo educativo acontece do ponto de vista pedagógico e social. Educa-se em casa, no clube, na igreja, junto aos familiares, no cotidiano, por meio de palavras e de exemplos. Educa-se para a vida, segundo os valores familiares estabelecidos por cada família e cada sociedade. Todos os adultos que educam, em geral, estão sempre bem-intencionados. A frase? Seja educado, meu filho? é constantemente repetida, mas nem sempre aplicamos os nossos discursos no cotidiano. Mesmo percebendo que as nossas posturas estão sendo fitadas pelo menor, como se fôssemos um espelho. Problemas e fatalidades ocorrem na escola, em casa, na rua, na vida. A medida que somos verdadeiros e valorizamos na dimensão certa cada acontecimento, estamos introduzindo crianças e jovens no mundo real, da razão e da emoção , de forma equilibrada. Estamos preparando cidadãos. E importante sempre orienta-los, fazê-los saber que nem tudo acontece como queremos e como planejamos. Deixá-los viver alguns acontecimentos desagradáveis vai fortalecê-los. Deixá-los participar (dentro de seus limites) das questões familiares, vai ajudá-los a aprender a superar desafios e dificuldades. Quem planta educação? Não se pode ter pressa, pois se trata de um processo lento cuja colheita será feita por gerações futuras. Educar não e arte, mas viver e uma arte.
EM NITERÓI
GESTAR II - LÍNGUA PORTUGUESA
GESTAR II EM NITERÓI
MARÍLIA
3º ENCONTRO DO GESTAR EM ITAPERUNA. " FALA SÉRIO NÉ! SÓ TEM FERA!"
PAUTA DE TRABALHO 2º ENCONTRO
ORIENTAÇÕES SOBRE O GUIA GERAL
PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAPERUNA
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
GESTAR II – Língua Portuguesa
Marília Gouvêa de Medeiros Vargas
Coordenadora Pedagógica
PAUTA DE TRABALHO
24/09/2009
Unidade 1 – O GESTAR II como Formação Continuada em Serviço.
Unidade 2 – A Proposta Pedagógica do GESTAR II.
Unidade 3 – A Implementação do GESTAR II.
Unidade 4 – O GESTAR II, as Expectativas de Mudanças e a Especificidade do Programa em cada Escola.
Unidade 5 – Procedimentos para a utilização dos cadernos de Atividades de Apoio à Aprendizagem do Aluno.
PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAPERUNA
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
GESTAR II – Língua Portuguesa
Marília Gouvêa de Medeiros Vargas
Coordenadora Pedagógica
PAUTA DE TRABALHO
24/09/2009
Unidade 1 – O GESTAR II como Formação Continuada em Serviço.
Unidade 2 – A Proposta Pedagógica do GESTAR II.
Unidade 3 – A Implementação do GESTAR II.
Unidade 4 – O GESTAR II, as Expectativas de Mudanças e a Especificidade do Programa em cada Escola.
Unidade 5 – Procedimentos para a utilização dos cadernos de Atividades de Apoio à Aprendizagem do Aluno.
2º ENCONTRO GESTAR II EM ITAPERUNA
A TURMA HOJE ESTÁ BEM MAIOR!
VIAJANDO!
LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS - 2º ENCONTRO DO GESTAR
PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAPERUNA
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
GESTAR II –Língua Portuguesa
Marília Gouvêa de Medeiros Vargas
Coordenadora Pedagógica
LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS: ALGUMAS REFLEXÕES
Zélia de Bastiani
Conviver em um ambiente onde a leitura tenha significação é fator desencadeante para a formação do leitor. Apesar de parecer óbvio, é comum ficar esquecido na escola, que se aprende a ler, lendo e aprende-se a escrever, escrevendo. A escola que tem a pretensão de formar leitores e produtores de textos precisa permitir, com mais freqüência, o exercício dessas atividades no espaço escolar. Então, a leitura e a escrita tornar-se-ão objetos de domínio do aluno.O aluno que não reconheça a funcionalidade da leitura e da escrita na escola poderá descobrir sua importância em outros espaços. O exercício da leitura pode nascer de uma necessidade de trabalho. Inúmeras atividades exigem leitura, compreensão de texto, capacidade de relacionar fatos. Porém, a leitura também é indispensável para que o indivíduo possa fazer escolhas, decidir, conhecer, participar efetivamente na sociedade letrada que a nossa sociedade produziu.Vale observar que cada texto é dirigido a um leitor específico e é para ele que deve estar adequado. Se a correção ortográfica é importante também deve-se considerar o padrão lingüístico baseado na eficiência da mensagem que o texto traduz. Percebe-se a abundância de oferta de textos que cumprem seu papel comunicativo sem carregar o rigor formal. Em 1985, Fernando Sabino, em entrevista a José Luiz da Veiga Mercer, citou exemplos de palavras que podem confundir, mesmo o escritor mais experiente. E cita vários exemplos para argumentar sua tese: “é xipófagos ou xifópagos?... E muxoxo, é com x ou com ch?” Muitas vezes, seria a palavra certa para transmitir a idéia que se quer, mas, como a palavra exige memória fotográfica, que se adquire através do uso contínuo, o escritor se vê obrigado a recorrer ao dicionário. Ou a mudar o conteúdo de seu texto preocupando-se com os acessórios (ortografia) e distorcendo a idéia principal. A confissão da insegurança diante da linguagem escrita não tira o mérito de um texto sedutor e prazeroso de Fernando Sabino.A linguagem oral e escrita, como criação cultural e humana, interfere no desenvolvimento cognitivo e nas relações sociais de cada indivíduo. Por isso, a linguagem ocupou parte importante das pesquisas de teóricos como Piaget e Vigotsky. Piaget investigou o desenvolvimento do pensamento e da linguagem infantil através de experiências que realizou, através das quais demonstrou que o pensamento infantil é diferente do pensamento adulto. Para Piaget, até os sete anos, é difícil separar a fantasia da invenção deliberada no pensamento infantil. O primeiro pensamento na criança é autístico (individualista), é a forma original, mais primitiva, e seus objetivos estão no subconsciente. O pensamento egocêntrico é o intermediário entre o autista e o pensamento dirigido. Para evoluir ao pensamento socializado, a criança deverá sofrer contínua pressão social. O pensamento dirigido, intencional, é a fala socializada, a criança tenta comunicar-se com os outros. Vigotsky ampliou a experiência de Piaget colocando situações problemas que interferem na atividade da criança. Dessa forma observou que “é legítimo pressupor que as interrupções no fluxo regular da aprendizagem constituem um estímulo importante para a fala egocêntrica”. Essa descoberta se ajusta às duas premissas a que Piaget se refere várias vezes em seu livro. Uma delas é a chamada lei da consciência, segundo a qual um obstáculo ou uma perturbação em uma atividade automática despertam naquele que a pratica, a consciência dessa atividade. A outra premissa é de que a fala é uma expressão desse processo de conscientização.Vigotsky registrou, através de sua experiência que “os dados obtidos sugerem fortemente a hipótese de que a fala egocêntrica é um estágio transitório na evolução da fala oral para a fala interior”. Diferente de Piaget que considerou a fala primitiva como essencialmente social, também global e multifuncional: “Numa certa idade, a fala social divide-se em fala egocêntrica e fala comunicativa... A fala egocêntrica emerge quando a criança transfere formas sociais e cooperativas de comportamento para a esfera das funções psíquicas interiores e funcionais”. (Vigotsky, 1993, 13).Após a aquisição da fala, pensamento e linguagem se articulam, formando o pensamento verbal, sendo o biológico reelaborado a partir do sócio-histórico. Isto é, a linguagem se modifica a partir dos estímulos, das interações sociais. Um aspecto muito importante a ser considerado é o papel da atividade da criança na evolução de seus processos mentais. A partir de ações intencionais é que a criança desenvolve sua inteligência e vai planejando a solução de problemas cada vez mais complexos.As relações entre linguagem e pensamento pesquisadas e sistematizadas por Vigotsky sinalizam muitas outras pesquisas na área da educação, como também orientam as práticas escolares. A linguagem é adquirida, basicamente nas relações sociais. Antes do primeiro ano de vida a criança começa a compreender e a relacionar símbolos aos objetos. A criança cresce sendo apresentada à linguagem cotidianamente, percebe que a linguagem oral e escrita fazem parte de um contexto significativo e começa a querer “dominar” a gramática. Esse desenvolvimento não precisa ser forçado e a criança entendendo a leitura e a escrita como práticas sociais propõe-se a falar, ler e escrever compreendendo as diferenças entre essas práticas. É importante lembrar que a linguagem não é privilégio deste ou daquele grupo social, faz parte da cultura humana. Assim como aprendeu a falar, qualquer criança aprenderá a escrever, se exposta à linguagem escrita, a menos que apresente grave patologia mental ou cognitiva. Crianças pequenas motivam-se facilmente para brincadeiras com a linguagem, como troca-letras, trava-línguas, rimas e parlendas; demonstram fascínio pelo papel e tentativas de escrever nomes de pessoas e objetos.Aos sete anos, com a obrigatoriedade da freqüência escolar, a criança domina uma linguagem oral expressiva e comunicativa. É através dessa fala que se comunica e percebe-se sujeito nas relações sociais. Nesse momento, a escola desconsidera completamente a variação dialetal do aluno e atem-se exclusivamente a linguagem padrão, transmitindo para a criança a mensagem de que ela não conhece a Língua Portuguesa. O educador Paulo Freire foi insistente ao pedir que se respeite o saber do aluno. Em entrevista à revista Presença Pedagógica (jan/96) fala sobre a linguagem e ideologia:...o menino ouve, em casa, o pai dizer ‘a gente chegamos’, ouve o pai dizer ‘menas’, a mãe dizer ‘menas’, e ele diz também. A vizinhança toda, que é uma classe social, diz ‘a gente fomos’. Mas quando ela escreve, na escola, ‘a gente fomos’, leva zero e um lápis vermelho embaixo, inibindo-o mais ainda. O aprendizado desse menino está sendo obstaculizado por um problema estritamente ideológico com o nome de gramática.
1-Para Freire, é importante compreender que:...o menino proletário, o menino camponês, tem que em primeiro lugar, assumir a legitimidade da sua linguagem... essa é a tarefa do educador... ele deve assumir a gramática que há por trás do próprio discurso. Não há discurso sem gramática. O que você não pode é exigir que um gramático burguês descubra a gramática do discurso do povo. Ele não vai descobrir nunca. Mas que há gramática no ‘a gente fomos’, há. É a mesma coisa que o inglês diz: ‘people are’ e não ‘people is’. Como fazer isso? É preciso que o professor sugira, concretamente, na prática docente, o respeito que tem pela linguagem do menino.
2-Na seqüência da entrevista, Freire complementa seu pensamento sonhando com uma maior aproximação entre o povo e os professores, uma formação menos elitizada para estes e, próximos do povo, os professores desafiariam os meninos proletários para que, depois de terem apreendido a função da linguagem, lutassem para aprender a sintaxe dominante, para melhor brigar contra o dominante. Reafirma a impossibilidade da formação de um educador sem uma excelente base de linguagem e de discurso.Quando o professor reconhece o discurso do aluno e, a partir do saber que ele já domina ajuda-o a construir o conhecimento da linguagem padrão, fica evidente a capacidade de apreender de todas as crianças. Assim, abandona-se a crença de que a dor e a fome são determinantes na aprendizagem de crianças de classe social mais carente. Se os pais são analfabetos, ou a criança não observa práticas de leitura em casa, é possível que as crianças não tenham internalizado a importância do ato de ler. É nesse caso que a escola precisa ser muito mais presente, precisa expor a criança à situações de leitura e escrita. É na escola que a criança que está socialmente excluída pode ser integrada à uma sociedade letrada que comunica-se cada vez mais através da linguagem escrita. A escola é o espaço onde a criança pode dominar a linguagem formal, compreender melhor as relações sociais e participar da construção de sua história.A partir do conhecimento prévio da criança e valorizando sua linguagem oral é possível transformá-la em linguagem padrão. Os alunos percebem que a linguagem é diferente, dependendo do grupo social e do momento. Quando saírem da escola, vão precisar da linguagem padrão para serem aceitos em empregos e em outros grupos. “Muitas vezes a sociedade avalia as pessoas por meio da linguagem. E é bom vocês dominarem essa linguagem não somente para obter uma boa avaliação mas, principalmente, para saberem se estão sendo justa ou injustamente avaliados”. (Franchi, 1985).Ao reconhecerem o significado social da linguagem e percebendo-se capazes de fazer uso da linguagem padrão, os alunos estarão estimulados para interagir com textos através de leitura e produção de textos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e linguística. São Paulo: Scipione, 1997.FRANCHI, Eglê. Como avaliar esse aluno que chegou na escola e fez uma redação. Martins Fontes, 1985.REVISTA PRESENÇA PEDAGÓGICA, jan/96.VIGOTSKY, L. S. Pensamento e linguagem. Lisboa: Antídoto, 1979.
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
GESTAR II –Língua Portuguesa
Marília Gouvêa de Medeiros Vargas
Coordenadora Pedagógica
LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS: ALGUMAS REFLEXÕES
Zélia de Bastiani
Conviver em um ambiente onde a leitura tenha significação é fator desencadeante para a formação do leitor. Apesar de parecer óbvio, é comum ficar esquecido na escola, que se aprende a ler, lendo e aprende-se a escrever, escrevendo. A escola que tem a pretensão de formar leitores e produtores de textos precisa permitir, com mais freqüência, o exercício dessas atividades no espaço escolar. Então, a leitura e a escrita tornar-se-ão objetos de domínio do aluno.O aluno que não reconheça a funcionalidade da leitura e da escrita na escola poderá descobrir sua importância em outros espaços. O exercício da leitura pode nascer de uma necessidade de trabalho. Inúmeras atividades exigem leitura, compreensão de texto, capacidade de relacionar fatos. Porém, a leitura também é indispensável para que o indivíduo possa fazer escolhas, decidir, conhecer, participar efetivamente na sociedade letrada que a nossa sociedade produziu.Vale observar que cada texto é dirigido a um leitor específico e é para ele que deve estar adequado. Se a correção ortográfica é importante também deve-se considerar o padrão lingüístico baseado na eficiência da mensagem que o texto traduz. Percebe-se a abundância de oferta de textos que cumprem seu papel comunicativo sem carregar o rigor formal. Em 1985, Fernando Sabino, em entrevista a José Luiz da Veiga Mercer, citou exemplos de palavras que podem confundir, mesmo o escritor mais experiente. E cita vários exemplos para argumentar sua tese: “é xipófagos ou xifópagos?... E muxoxo, é com x ou com ch?” Muitas vezes, seria a palavra certa para transmitir a idéia que se quer, mas, como a palavra exige memória fotográfica, que se adquire através do uso contínuo, o escritor se vê obrigado a recorrer ao dicionário. Ou a mudar o conteúdo de seu texto preocupando-se com os acessórios (ortografia) e distorcendo a idéia principal. A confissão da insegurança diante da linguagem escrita não tira o mérito de um texto sedutor e prazeroso de Fernando Sabino.A linguagem oral e escrita, como criação cultural e humana, interfere no desenvolvimento cognitivo e nas relações sociais de cada indivíduo. Por isso, a linguagem ocupou parte importante das pesquisas de teóricos como Piaget e Vigotsky. Piaget investigou o desenvolvimento do pensamento e da linguagem infantil através de experiências que realizou, através das quais demonstrou que o pensamento infantil é diferente do pensamento adulto. Para Piaget, até os sete anos, é difícil separar a fantasia da invenção deliberada no pensamento infantil. O primeiro pensamento na criança é autístico (individualista), é a forma original, mais primitiva, e seus objetivos estão no subconsciente. O pensamento egocêntrico é o intermediário entre o autista e o pensamento dirigido. Para evoluir ao pensamento socializado, a criança deverá sofrer contínua pressão social. O pensamento dirigido, intencional, é a fala socializada, a criança tenta comunicar-se com os outros. Vigotsky ampliou a experiência de Piaget colocando situações problemas que interferem na atividade da criança. Dessa forma observou que “é legítimo pressupor que as interrupções no fluxo regular da aprendizagem constituem um estímulo importante para a fala egocêntrica”. Essa descoberta se ajusta às duas premissas a que Piaget se refere várias vezes em seu livro. Uma delas é a chamada lei da consciência, segundo a qual um obstáculo ou uma perturbação em uma atividade automática despertam naquele que a pratica, a consciência dessa atividade. A outra premissa é de que a fala é uma expressão desse processo de conscientização.Vigotsky registrou, através de sua experiência que “os dados obtidos sugerem fortemente a hipótese de que a fala egocêntrica é um estágio transitório na evolução da fala oral para a fala interior”. Diferente de Piaget que considerou a fala primitiva como essencialmente social, também global e multifuncional: “Numa certa idade, a fala social divide-se em fala egocêntrica e fala comunicativa... A fala egocêntrica emerge quando a criança transfere formas sociais e cooperativas de comportamento para a esfera das funções psíquicas interiores e funcionais”. (Vigotsky, 1993, 13).Após a aquisição da fala, pensamento e linguagem se articulam, formando o pensamento verbal, sendo o biológico reelaborado a partir do sócio-histórico. Isto é, a linguagem se modifica a partir dos estímulos, das interações sociais. Um aspecto muito importante a ser considerado é o papel da atividade da criança na evolução de seus processos mentais. A partir de ações intencionais é que a criança desenvolve sua inteligência e vai planejando a solução de problemas cada vez mais complexos.As relações entre linguagem e pensamento pesquisadas e sistematizadas por Vigotsky sinalizam muitas outras pesquisas na área da educação, como também orientam as práticas escolares. A linguagem é adquirida, basicamente nas relações sociais. Antes do primeiro ano de vida a criança começa a compreender e a relacionar símbolos aos objetos. A criança cresce sendo apresentada à linguagem cotidianamente, percebe que a linguagem oral e escrita fazem parte de um contexto significativo e começa a querer “dominar” a gramática. Esse desenvolvimento não precisa ser forçado e a criança entendendo a leitura e a escrita como práticas sociais propõe-se a falar, ler e escrever compreendendo as diferenças entre essas práticas. É importante lembrar que a linguagem não é privilégio deste ou daquele grupo social, faz parte da cultura humana. Assim como aprendeu a falar, qualquer criança aprenderá a escrever, se exposta à linguagem escrita, a menos que apresente grave patologia mental ou cognitiva. Crianças pequenas motivam-se facilmente para brincadeiras com a linguagem, como troca-letras, trava-línguas, rimas e parlendas; demonstram fascínio pelo papel e tentativas de escrever nomes de pessoas e objetos.Aos sete anos, com a obrigatoriedade da freqüência escolar, a criança domina uma linguagem oral expressiva e comunicativa. É através dessa fala que se comunica e percebe-se sujeito nas relações sociais. Nesse momento, a escola desconsidera completamente a variação dialetal do aluno e atem-se exclusivamente a linguagem padrão, transmitindo para a criança a mensagem de que ela não conhece a Língua Portuguesa. O educador Paulo Freire foi insistente ao pedir que se respeite o saber do aluno. Em entrevista à revista Presença Pedagógica (jan/96) fala sobre a linguagem e ideologia:...o menino ouve, em casa, o pai dizer ‘a gente chegamos’, ouve o pai dizer ‘menas’, a mãe dizer ‘menas’, e ele diz também. A vizinhança toda, que é uma classe social, diz ‘a gente fomos’. Mas quando ela escreve, na escola, ‘a gente fomos’, leva zero e um lápis vermelho embaixo, inibindo-o mais ainda. O aprendizado desse menino está sendo obstaculizado por um problema estritamente ideológico com o nome de gramática.
1-Para Freire, é importante compreender que:...o menino proletário, o menino camponês, tem que em primeiro lugar, assumir a legitimidade da sua linguagem... essa é a tarefa do educador... ele deve assumir a gramática que há por trás do próprio discurso. Não há discurso sem gramática. O que você não pode é exigir que um gramático burguês descubra a gramática do discurso do povo. Ele não vai descobrir nunca. Mas que há gramática no ‘a gente fomos’, há. É a mesma coisa que o inglês diz: ‘people are’ e não ‘people is’. Como fazer isso? É preciso que o professor sugira, concretamente, na prática docente, o respeito que tem pela linguagem do menino.
2-Na seqüência da entrevista, Freire complementa seu pensamento sonhando com uma maior aproximação entre o povo e os professores, uma formação menos elitizada para estes e, próximos do povo, os professores desafiariam os meninos proletários para que, depois de terem apreendido a função da linguagem, lutassem para aprender a sintaxe dominante, para melhor brigar contra o dominante. Reafirma a impossibilidade da formação de um educador sem uma excelente base de linguagem e de discurso.Quando o professor reconhece o discurso do aluno e, a partir do saber que ele já domina ajuda-o a construir o conhecimento da linguagem padrão, fica evidente a capacidade de apreender de todas as crianças. Assim, abandona-se a crença de que a dor e a fome são determinantes na aprendizagem de crianças de classe social mais carente. Se os pais são analfabetos, ou a criança não observa práticas de leitura em casa, é possível que as crianças não tenham internalizado a importância do ato de ler. É nesse caso que a escola precisa ser muito mais presente, precisa expor a criança à situações de leitura e escrita. É na escola que a criança que está socialmente excluída pode ser integrada à uma sociedade letrada que comunica-se cada vez mais através da linguagem escrita. A escola é o espaço onde a criança pode dominar a linguagem formal, compreender melhor as relações sociais e participar da construção de sua história.A partir do conhecimento prévio da criança e valorizando sua linguagem oral é possível transformá-la em linguagem padrão. Os alunos percebem que a linguagem é diferente, dependendo do grupo social e do momento. Quando saírem da escola, vão precisar da linguagem padrão para serem aceitos em empregos e em outros grupos. “Muitas vezes a sociedade avalia as pessoas por meio da linguagem. E é bom vocês dominarem essa linguagem não somente para obter uma boa avaliação mas, principalmente, para saberem se estão sendo justa ou injustamente avaliados”. (Franchi, 1985).Ao reconhecerem o significado social da linguagem e percebendo-se capazes de fazer uso da linguagem padrão, os alunos estarão estimulados para interagir com textos através de leitura e produção de textos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e linguística. São Paulo: Scipione, 1997.FRANCHI, Eglê. Como avaliar esse aluno que chegou na escola e fez uma redação. Martins Fontes, 1985.REVISTA PRESENÇA PEDAGÓGICA, jan/96.VIGOTSKY, L. S. Pensamento e linguagem. Lisboa: Antídoto, 1979.
COMO É BOM VOAR...
VOAR...VOAR...
PROCEDIMENTOS DE LEITURA
Todos lemos [...] para vislumbrar o que somos e onde estamos. Lemos para compreender, ou para começar a compreender. Não podemos deixar de ler. Ler, como respirar, é nossa função essencial.
MANGUEL, Alberto. Uma história de leitura. São Paulo. Companhia das Letras. 1997
1º PASSO:
IDENTIFICAR O TEMA DO TEXTO.
De que se trata o texto lido?Qual o seu foco principal, ou seja, o tema em torno do qual as informações se organizam. (Sugestão: analise o titulo do texto. Os títulos quase sempre antecipam, para o leitor, a questão tematizada no texto.)
2º PASSO:
ELABORAR UMA SÍNTESE DO TEXTO.
Selecione e organize as informações, argumentos e conclusões mais importantes do texto.Estabeleça critérios: o que é mais e menos importante? O que é informação principal e secundária?
3º PASSO: ORGANIZAR AS PRÓPRIAS IDEIAS COM RELAÇÃO AOS ELEMENTOS RELEVANTES.
Para organizar as informações presentes no texto, posicione-se sobre o que foi tematizado.Esse posicionamento decorre:a) na avaliação do que foi dito, com base nos critérios adotados ao elaborar a síntese;b) dos seus conhecimentos prévios sobre o tema.(sugestão:confronte os seus conhecimentos sobre o tema com as informações apresentadas no texto. concorda com elas? Discorda? Por quê?
4º PASSO: ESTABELECER RELAÇÕES ENTRE OS ELEMENTOS RELEVANTES E ENTRE ELES E OUTRAS INFORMAÇÕES DE QUE O LEITOR DISPONHA.
A tomada de posição sobre os elementos relevantes selecionados permite que você perceba como esses elementos se relacionam e como podem ser relacionados às informações que você já possui sobre o tema. (Sugestão: procure responder as seguintes perguntas sobre esses elementos).a) São complementares? Por quê?b) Opõem-se? Por quê?c) Subordinam-se? De que maneira?
5º PASSO: INTERPRETAR OS DADOS E FATOS APRESENTADOS.
Com base nas relações identificadas, você começa a construir um sentido seu para o texto. (Sugestão: procure responder à seguinte pergunta: que sentido faz o que eu acabei de ler?). Ou seja: consideradas todas as informações, argumentos e conclusões identificados, qual o sentido fundamental do texto?
6º PASSO: ELABORAR HIPÓTESES EXPLICATIVASPARA FUNDAMENTAR A ANÁLISE DO TEXTO.
Após determinar quais são as informações relevantes, estabelecer relações entre elas e interpreta-las, você pode procurar uma explicação para o conjunto de dados obtidos por meio da leitura.Ao construir hipóteses explicativas sobre o cenário delineado pelo texto, você vai além do que foi dito pelo autor e constroi um novo conhecimento a cerca da questão tematizada. (Sugestão: alguns textos já trazem hipóteses explicativas para os dados apresentados. Veja se você concorda com elas).
MANGUEL, Alberto. Uma história de leitura. São Paulo. Companhia das Letras. 1997
1º PASSO:
IDENTIFICAR O TEMA DO TEXTO.
De que se trata o texto lido?Qual o seu foco principal, ou seja, o tema em torno do qual as informações se organizam. (Sugestão: analise o titulo do texto. Os títulos quase sempre antecipam, para o leitor, a questão tematizada no texto.)
2º PASSO:
ELABORAR UMA SÍNTESE DO TEXTO.
Selecione e organize as informações, argumentos e conclusões mais importantes do texto.Estabeleça critérios: o que é mais e menos importante? O que é informação principal e secundária?
3º PASSO: ORGANIZAR AS PRÓPRIAS IDEIAS COM RELAÇÃO AOS ELEMENTOS RELEVANTES.
Para organizar as informações presentes no texto, posicione-se sobre o que foi tematizado.Esse posicionamento decorre:a) na avaliação do que foi dito, com base nos critérios adotados ao elaborar a síntese;b) dos seus conhecimentos prévios sobre o tema.(sugestão:confronte os seus conhecimentos sobre o tema com as informações apresentadas no texto. concorda com elas? Discorda? Por quê?
4º PASSO: ESTABELECER RELAÇÕES ENTRE OS ELEMENTOS RELEVANTES E ENTRE ELES E OUTRAS INFORMAÇÕES DE QUE O LEITOR DISPONHA.
A tomada de posição sobre os elementos relevantes selecionados permite que você perceba como esses elementos se relacionam e como podem ser relacionados às informações que você já possui sobre o tema. (Sugestão: procure responder as seguintes perguntas sobre esses elementos).a) São complementares? Por quê?b) Opõem-se? Por quê?c) Subordinam-se? De que maneira?
5º PASSO: INTERPRETAR OS DADOS E FATOS APRESENTADOS.
Com base nas relações identificadas, você começa a construir um sentido seu para o texto. (Sugestão: procure responder à seguinte pergunta: que sentido faz o que eu acabei de ler?). Ou seja: consideradas todas as informações, argumentos e conclusões identificados, qual o sentido fundamental do texto?
6º PASSO: ELABORAR HIPÓTESES EXPLICATIVASPARA FUNDAMENTAR A ANÁLISE DO TEXTO.
Após determinar quais são as informações relevantes, estabelecer relações entre elas e interpreta-las, você pode procurar uma explicação para o conjunto de dados obtidos por meio da leitura.Ao construir hipóteses explicativas sobre o cenário delineado pelo texto, você vai além do que foi dito pelo autor e constroi um novo conhecimento a cerca da questão tematizada. (Sugestão: alguns textos já trazem hipóteses explicativas para os dados apresentados. Veja se você concorda com elas).
OLHA SÓ!






